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A imagem fala por si?

Mais uma vez o jornal O Globo tenta enganar o leitor. Pinça uma frase de um contexto e põe o Presidente LULA falando várias frases da época do escandalo do PT. Isso para criar no imaginário do povo que o PT tem alguma coisa com esse MENSALÃO (esse sim, é mensalão - era mesada). Quem é nazista agora? ("Uma mentira repetida muitas vezes, acaba virando uma verdade"). Veja a foto do Tierry conduzindo com a mão a bola. Vão anular o jogo? Se a imagem fala por si só, põe todo mundo na cadeia. O que eles querem é acabar logo com esse assunto. (o blecaute ficou 10 dias no Jornal Nacional). Olho neles. A eleição do ano que vem será uma guerra. As organizações globo querem, eles, dizer o que nós devemos pensar e fazer. São covardes!

A imagem fala por si?

A imagem fala por si?
ENTÃO TEM QUE ANULAR ESSE JOGO.

ARRUDA TENTOU BARRAR OPERAÇÃO

EXPULSÃO DE ARRUDA DIVIDE O DEM
Jornal do Brasil - 01/12/2009

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tentou evitar a realização da Operação Caixa de Pandora, na qual a Polícia Federal descobriu seu envolvimento num esquema de propinas. Na quinta-feira, véspera da ação da PF, Arruda foi recebido pelo ministro Fernando Gonçalves, do STJ, segundo revela com exclusividade o Informe JB. O governador pediu mais tempo para provar sua inocência. Gonçalves, contudo, não lhe deu esperanças. Arruda ligou ainda para o governador Aécio Neves (PSDB-MG), que também entrou no circuito. Em vão. Após a realização da operação, o DEM tenta, pelo menos, blindar o partido. Na surdina, a cúpula da legenda promoveu ontem à noite um jantar com quatro ministros do STF.(o que é isso? Reunião com Juízes? Quais)

Anotações esquecidas em TV dão rota do esquema

O Estado de S. Paulo - 30/11/2009
O Ministério Público do Distrito Federal tem em mãos desde meados do ano passado documentos com indícios de prática de caixa 2 e coleta e distribuição de propinas envolvendo o governador José Arruda (DEM-DF), secretários, deputados distritais e empresários. A prática era tão corriqueira que, logo após a posse de Arruda, em janeiro de 2007, o secretário de Obras, Márcio Machado, esqueceu em uma emissora local de TV três documentos - uma espécie de roteiro da corrupção mapeada agora pela Operação Caixa de Pandora.
Márcio Machado foi à emissora para dar uma entrevista. Atendeu a um telefonema ao fim da gravação, tirou do paletó três papéis, consultou-os e saiu sem levá-los. Os documentos foram parar no Ministério Público.
Os manuscritos listam quatro dezenas de empresas, quanto foi coletado para a campanha e como o bolo era rateado. Pelas anotações, Paulo Octávio pegou R$ 200 mil para quitar despesas com o dinheiro desse saldo de arrecadação de caixa 2 e o assessor Fábio Simão, outros R$ 200 mil.

FGV divulga Índice da Economia Subterrânea

Jornal de Brasília - 01/12/2009

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e o Instituto Brasileiro Ética Concorrencial (ETCO) divulgam hoje (1º), às 11h, o Índice da Economia Subterrânea. Haverá entrevista coletiva na sede da instituição em Botafogo, no Rio. O professor de economia e pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho apresentará os dados, bem como os números da série histórica do índice a partir de março de 2003. Também participam da coletiva o presidente do Conselho Consultivo do ETCO, o ex-ministro Marcílio Marques Moreira, o diretor do Ibre, Luiz Guilherme Schymura, e o chefe do Centro de Crescimento Econômico do Ibre, Samuel de Abreu Pessoa.

A ação do BC na crise, segundo o FMI

Brasil - Cristiano Romero
Valor Econômico - 02/12/2009
O Banco Central (BC) atuou de forma inovadora durante a crise financeira internacional. Quando comparado a outros bancos centrais, o brasileiro ajudou a criar um padrão a ser seguido no enfrentamento de futuras turbulências. A afirmação não foi feita por nenhum ufanista do governo Lula - embora haja poucos em Brasília dispostos a elogiar o BC -, mas por três economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) que acabam de concluir um estudo detalhado sobre a forma como 19 países emergentes enfrentaram a crise.
Intitulado "From Lombard Street to Avenida Paulista: Foreign Exchange Liquidity Easing in Brazil in Response to the Global Shock of 2008-2009", o trabalho, assinado por Mark R. Stone, W. Christopher Walker e Yosuke Yasui, avalia as medidas adotadas para enfrentar a escassez de liquidez dos mercados cambiais a partir da quebra do banco americano Lehman Brothers. O estudo já está disponível na internet (www.imf.org/external/pubs/ft/wp/2009/wp09259.pdf).
A referência à "Lombard Street" diz respeito à obra homônima publicada, em 1873, pelo economista e jornalista inglês Walter Bagehot. Durante 17 anos, ele foi o principal articulista da revista "The Economist". No livro mencionado, desenvolveu o conceito moderno de banco central como emprestador de última instância. No texto do FMI, a alusão à Avenida Paulista se deve ao fato de ela ser o coração financeiro do Brasil.
Stone, Walker e Yosuke esmiúçam a ação do BC na fase mais aguda da crise e encontram um paralelo com os ensinamentos de Bagehot. Em linhas gerais, eles mostram que o BC, utilizando uma variedade de instrumentos, restaurou a liquidez do mercado de câmbio no Brasil sem queimar reservas de forma significativa. Mais: atuou de forma vigorosa sobre as expectativas, fazendo dos anúncios públicos armas poderosas. Para chegar a essas conclusões, os três autores fizeram uma análise empírica das medidas adotadas pelo BC, consideradas por eles "um caso especialmente interessante".
O estudo destaca cinco linhas de ação adotadas pelo BC. A primeira, empreendida na primeira semana da crise, foi promover operações de swap para ajudar a compensar a falta de dólar nas linhas de crédito à exportação. Cada swap consistiu de duas pernas: na primeira, o BC trocou dólares por reais; na segunda, a transação era revertida, com a recompra dos dólares. O efeito da transação no mercado, dizem os autores do estudo, foi reduzir os juros de quem tinha dívida em dólar. Os swaps foram realizados de 19 de setembro de 2008 a 29 de janeiro de 2009 e totalizaram US$ 11 bilhões.
A segunda iniciativa foi a venda de dólares no mercado à vista a partir de outubro, quando o mercado já estava disfuncional - foram gastos cerca de US$ 10 bilhões, uma perda de reservas considerada limitada pelo FMI quando comparada às que ocorreram nas crises anteriores (em 1998-99 e em 2002, o país perdeu cerca de 30% das reservas). A terceira ação foi a atuação direta na BM&FBovespa, vendendo dólares para aliviar posições especulativas de empresas exportadoras. A ação foi significativa: a posição líquida do BC no mercado futuro passou de US$ 22 bilhões positivos para US$ 12 bilhões negativos entre 15 de setembro de 2008 até o fim daquele ano.
"Enquanto as operações de swap foram uma resposta à escassez total de liquidez em dólar, a venda de dólar futuro foi, quase inteiramente, destinada a diminuir a pressão sobre as firmas exportadoras que tinham posições de curto prazo em derivativos cambiais e que elas precisavam desfazer", compara o texto do FMI.
A quarta iniciativa do BC foi vender dólares aos bancos, que poderiam emprestar os recursos a empresas exportadoras, desde que estas dessem em garantia papéis denominados em dólar e com boa classificação de risco ou contratos de exportação. Foram gastos US$ 11 bilhões entre 6 de outubro de 2008 e 14 de janeiro de 2009. A última iniciativa mencionada pelo FMI foi a decisão do BC de destinar até US$ 10 bilhões ao financiamento de empresas endividadas em dólar. Como os mercados se normalizaram nos meses seguintes, apenas US$ 2 bilhões foram usados.
As iniciativas, afirmam os especialistas do FMI, foram seguras (ao exigir contrapartidas e garantias) e adotadas no timing correto. Além disso, diminuíram o estresse e restauraram a confiança dos mercados. Os instrumentos foram inovadores (o BC atuou, inclusive, assinala o estudo, no mercado de derivativos). A magnitude foi a ideal porque se conseguiu atender a demanda do mercado por dólar, limitando a perda de reservas cambiais. O BC foi também, diz o FMI, claro no seu papel como provedor de liquidez, "enquanto alguns outros BCs de mercados emergentes foram menos transparentes".
Os autores lembram que o BC só reduziu a taxa básica de juros em janeiro de 2009, uma decisão criticada no debate interno da crise. Sem entrar em detalhes, e é bom lembrar que o Fundo recomendou a redução generalizada dos juros em todo o mundo, o estudo cita que o BC também atuou para normalizar a liquidez no mercado de reais e faz uma ponderação: emprestar em moeda local para empresas que estavam desesperadas em busca de dólar teria tido efeito limitado - elas teriam que converter os reais em dólar com o câmbio depreciado ou fazer swaps por dólares usando o mercado futuro que, naquele momento, estava muito menos líquido.
É interessante notar que, pela primeira vez, em 27 anos de crises internas e externas, o Brasil não precisou pedir socorro ao FMI. Os comentários, portanto, não estão relacionados ao receituário que a entidade costuma impor a quem lhe implora ajuda, mas a medidas adotadas soberanamente pelo país. O enfrentamento bem-sucedido da crise não foi obra de uma pessoa só ou mesmo de um grupo de pessoas, ainda que o mérito de alguns personagens seja inegável, mas de uma instituição chamada Banco Central do Brasil. A vitória, portanto, é da sociedade, que forjou o BC que está aí e, por meio de seus dirigentes políticos, vem, há dois governos, apoiando sua autonomia.
Cristiano Romero é repórter especial e escreve às quartas-feiras.
E-mail cristiano.romero@valor.com.br
Autor(es): Fernando Abrucio
Época - 30/11/2009

FERNANDO ABRUCIO é doutor em Ciência Política pela USP, professor da Fundação Getúlio Vargas (SP) e escreve quinzenalmente em ÉPOCA

As últimas eleições presidenciais foram marcadas pela polarização entre PSDB e PT. Em 2010, haverá uma grande novidade: pela primeira vez desde a redemocratização, Lula não será candidato. Esse fato mudará o jogo? Provavelmente essas legendas continuarão sendo as hegemônicas no processo eleitoral, mas o pós-lulismo ainda não definiu completamente sua feição. Particularmente, persistem incertezas sobre quem comandará esses polos.
Tal decisão deverá sair até março do ano que vem, fazendo com o que os próximos meses ganhem a relevância de uma final de campeonato.
A incerteza maior está na oposição. Nela há dois pretendentes fortes: José Serra e Aécio Neves. Embora Serra continue sendo favorito, Aécio não pode ser descartado. A queda recente das intenções de voto, a demora em se definir como presidenciável, o medo do crescimento da candidatura de Dilma Rousseff e o aceno de setores do DEM para Aécio bagunçaram um cenário que parecia consolidado a favor de Serra.
Não parece que o favoritismo entre os tucanos já tenha mudado de lado, mas pela primeira vez o tempo pode jogar contra Serra. Sua insistência em só se definir em março significa garantir três meses de ruído em torno de sua candidatura. O cenário poderá piorar se Dilma Rousseff crescer mais nas pesquisas, que sairão no começo de 2010. O argumento de que, diante da força do lulismo, só algo novo poderá mudar o rumo da história poderá impulsionar o crescimento do número de apoiadores de Aécio.
Entretanto, mesmo nesse cenário mais róseo para Aécio, há várias incógnitas sobre o significado de sua candidatura. É amplamente conhecida sua boa gestão no governo estadual, mas agora ele pretende ser concorrente à Presidência da República. Dessa troca de posições vêm algumas indagações: qual seria sua política econômica – mais próxima de Malan ou dos desenvolvimentistas do PSDB? Com quais partidos Aécio governaria? Qual seria sua diferença de ideias em relação ao colega José Serra?
O debate sobre os nomes dos presidenciáveis esconde
a falta de ideias claras para o Brasil


Não pense que a indefinição de nomes e projetos seja exclusividade da oposição. Do lado do governo há dois candidatos: Dilma Rousseff e Ciro Gomes. Há boas chances de a chefe da Casa Civil ser a candidata única do bloco governista. Para isso, ela não só terá de crescer eleitoralmente, mas seu concorrente dentro do mesmo bloco político terá de reduzir suas intenções de voto – ou, numa situação limite, ser convencido por Lula a não disputar a Presidência. Nenhuma das hipóteses é líquida e certa. Assim, mantendo a popularidade nos níveis atuais, Ciro ficará tentado a concorrer ao Planalto.
Chama a atenção, no entanto, a dificuldade para diferenciar um projeto comandado por Ciro Gomes de outro capitaneado pelo PT. Se Lula centrar o apoio em Dilma, algo bem provável, uma candidatura de Ciro precisará ser justificada não só por sua popularidade, mas também por um posicionamento político específico em relação ao governismo. A ideia de que ele apoiará as coisas boas do atual governo e mudará o que há de ruim peca pela imprecisão. Caso Ciro especifique mais suas discordâncias, isso poderá atrapalhar Dilma.
Claro que Ciro pode lutar positivamente para encontrar uma linha nova dentro da bipolaridade reinante no sistema político. Essa postura tem chances, inclusive, de mudar certos debates que se tornaram falsamente dicotômicos, abrindo a brecha para novas questões. Foi desse modo que Marina colocou definitivamente o tema da sustentabilidade na agenda do PT e do PSDB, para o bem do país. Mas, se era fácil imaginar o exercício desse papel pela candidata do PV, por ora não se pode dizer o mesmo em relação a Ciro Gomes. Qual seria sua ideia motriz, que lançaria novas luzes no debate?
As incertezas acerca do significado das candidaturas de Aécio e Ciro não querem dizer que se saiba por completo o que Dilma e Serra fariam se fossem eleitos. O que se pretendeu aqui foi realçar que o saudável debate sobre nomes deve ser complementado pela apresentação clara das ideias dos presidenciáveis.

Paulo Morani e Deputado Chico D´Angelo

Paulo Morani e Deputado Chico D´Angelo

Estrela propõe conhecimento "genuinamente brasileiro"!

Visita ao Instituto do Petróleo, Gás e Energia (Inpetro)
O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, participou na tarde desta segunda-feira (30/11), de uma visita técnica ao local onde será instalado o Instituto do Petróleo, Gás e Energia (Inpetro), no Sapiens Parque, em Florianópolis (SC). O projeto contempla uma unidade avançada multidisciplinar com ênfase em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, prestação de serviços especializados e formação de recursos humanos. O Inpetro é uma parceria da Companhia com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que abrigará em uma área de nove mil metros quadrados modernos laboratórios subdividos em leves e pesados, de acordo com possibilidade de movimentação de equipamentos de grande porte. Segundo Estrella, o projeto é muito importante já que se baseia no conceito da sustentabilidade. O diretor reforçou a importância de apronfundar parcerias para o desenvolvimento tecnológico, principalmente após as descobertas na fronteira exploratória do pré-sal “ Nesse ambiente de desafios, precisamos do conhecimento genuinamente brasileiro e as alianças com as universidades são fundamentais para a Companhia.”, disse.
A construção do Inpetro deve iniciar em janeiro em 2010 com duração de nove meses. Além de se consolidar como centro de excelência na área de petróleo e gás, o Instituto também propiciará em seu entorno oportunidades para que empresas de base tecnológica sejam criadas para explorar as aplicações das tecnologias desenvolvidas.